Resumo rápido – O que acontece na menopausa?
- Na menopausa, a queda de estrogênio faz a pele perder colágeno de forma acelerada: cerca de 30% nos primeiros cinco anos.
- Por isso a mudança parece “de repente” — mais flacidez, ressecamento, pele fina e rugas mais marcadas.
- A boa notícia: dá para reconstruir colágeno e devolver firmeza sem cirurgia. Mas é importante a reposição hormonal com o seu ginecologista.
- As principais ferramentas são bioestimuladores, fios de alta performance (Aptos), Ultraformer MPT e protocolos de regeneração celular avançada — geralmente combinados.
| Tem uma frase que ouço quase toda semana de pacientes nessa fase: “Doutor, parece que foi do nada. Meu rosto mudou de repente de uns meses pra cá e parece que eu nem me reconheço mais.” Pode ter certeza de uma coisa, isso NÃO FOI da sua cabeça, e não foi exatamente “do nada”. O que aconteceu tem nome, tem explicação e, principalmente, tem solução. A menopausa mexe com a pele de um jeito que poucas mulheres foram avisadas que aconteceria — e o silêncio sobre isso é o que faz a mudança parecer assustadora. |
Vamos entender o que está por trás, e o que dá para fazer?
1. Por que a pele muda tanto na menopausa?
A peça central dessa história é um hormônio: o estrogênio. Além de tudo o que ele faz no corpo, ele é um grande aliado da pele — estimula as células que produzem colágeno, ajuda a reter água e mantém a pele espessa e firme.
Quando o estrogênio despenca na menopausa, a pele perde esse suporte rápido. E os números explicam por que a mudança parece tão brusca: estudos dermatológicos mostram uma perda de aproximadamente 30% do colágeno nos primeiros cinco anos após a menopausa, seguida de uma queda de cerca de 2% ao ano depois disso.
Ou seja: não é só o calendário que está envelhecendo seu rosto mais depressa. É a queda hormonal. A diferença é importante, porque muda completamente a forma de tratar.
2. O que você vê e sente no espelho:
Essa perda de sustentação aparece de várias formas ao mesmo tempo — e é por isso que bate aquela sensação de “mudou tudo junto”:
- Flacidez e perda de contorno, principalmente na mandíbula, no pescoço e no terço inferior do rosto. É o famoso aspecto de “rosto derretido”
- Pele mais fina e frágil, com aspecto às vezes “amassadinho” ou “craquelado”
- Ressecamento e aquela sensação de repuxado, porque a pele retém menos água. Você usa aqueles cremes caríssimos e muito bem conceituados, mas parece que só com você que não funciona.
- Rugas mais marcadas, sobretudo ao redor dos olhos, testa e da boca.
- Perda de viço e luminosidade — a pele fica mais opaca e com os poros mais aparentes.
Nada disso é “frescura” nem vaidade exagerada. São mudanças estruturais reais, e o impacto delas na autoestima é igualmente real.
3. Um ponto importante antes de falar de tratamento:
Existe uma dúvida que sempre surge: “e a reposição hormonal, resolve a pele?”
A reposição hormonal pode, sim, ter efeitos na pele — mas ela não é um tratamento estético, e a decisão sobre fazer ou não é exclusivamente médica, do seu ginecologista, levando em conta a sua saúde como um todo. Não é algo que se indica pensando só no rosto.
O meu papel aqui é específico: enquanto trabalho diretamente na pele, estimulando o colágeno a voltar e devolvendo firmeza por vias não cirúrgicas, a sua saúde geral bem cuidada fará com que os resutlados sejam muito mais eficientes.
4. As soluções não cirúrgicas que realmente funcionam:
Vamos ser inteligentes e pensar com lógica?
A solução aqui é simples e elegante: se o problema central é perda de colágeno, não seria óbvio que o tratamento certo é estimular a produção de colágeno de volta?
Nenhuma cirurgia faz isso e também nenhum creme ou tratamento tópico consegue isso em profundidade — as moléculas de colágeno das fórmulas tópicas são grandes demais para reconstruir a estrutura. O que funciona é estímulo profundo. E aí entram algumas ferramentas:
- Bioestimuladores de colágeno. São, para mim, protagonistas nessa fase. Substâncias injetáveis que acordam os seus próprios fibroblastos a produzir colágeno novo, devolvendo densidade, firmeza e qualidade à pele. É quase uma resposta direta ao que a menopausa tirou.
- Ultrassom microfocado e macrofocado. O Ultraformer MPT atua na sustentação profunda, na mesma camada que dá firmeza ao rosto, ajudando no contorno da mandíbula e na flacidez. Combina muito bem com os bioestimuladores: um cuida da estrutura, o outro da qualidade da pele.
- Fios de sustentação Aptos. Quando o rosto pede reposicionamento, e não só firmeza, os fios entram em cena. Aqui sou categórico: não trabalho com fios de PDO e não os indico. Na minha experiência, eles se absorvem rápido demais, entregam uma tração fraca e não justificam o procedimento. Uso exclusivamente o fio Aptos, feito de um copolímero de ácido poli-L-láctico com caprolactona e bioengenharia única com âncoras bidirecionais — o que entrega uma tração firme, durabilidade de um ano e meio a dois anos e, sobretudo, um resultado elegante, que reposiciona sem denunciar que foi feito. Para a flacidez que se instala na menopausa, essa diferença de bioengenharia é justamente o que separa um resultado bonito de um resultado que dura pouco. E você não fica com aquela “Cara de quem fez cirurgia”
- Protocolos de bioregeneração e hidratação. Recursos que melhoram a vitalidade e a barreira da pele ajudam a enfrentar o ressecamento e a opacidade tão típicos dessa fase, criando um “terreno” melhor para os outros tratamentos atuarem. Aqui entram os exossomos, pdrn (dna de salmão), peptídeos como o GHK-Cu, ácido hialurônico não reticulado, niancinamida, vitamina C, entre outros recursos altamente tecnológicos.
Quase nunca é uma coisa só. O bom resultado vem de combinar essas frentes na dose certa para o seu rosto — e isso faz parte do lifting facial sem cirurgia pensado de forma individual.
Nunca é cedo nem tarde demais
Duas mensagens que sempre passo:
Se você está na perimenopausa (a fase que antecede), começar a cuidar da sustentação agora é a melhor prevenção que existe — é mais fácil preservar colágeno do que reconstruir muito depois.
E se você já está na menopausa há anos achando que “perdeu o bonde”, também não é verdade. Dá para estimular colágeno e recuperar firmeza em qualquer fase. O resultado varia de pessoa para pessoa, mas o caminho existe — e ele começa por uma avaliação que entenda o seu momento.
Em resumo
A pele na menopausa muda porque a queda de estrogênio acelera a perda de colágeno — não é impressão sua, é estrutura. A boa notícia é que esse é justamente o tipo de mudança que a estética facial moderna sabe enfrentar, sem cirurgia, estimulando a pele a reconstruir o que o tempo e os hormônios levaram. Você não precisa aceitar passivamente o que vê no espelho, nem recorrer ao bisturi para se sentir você de novo.
Sou o Dr. Diego Aguiar, cirurgião-dentista formado pela UFSC, dedicado à estética facial na Vivera Orofacial Avançada, no Centro de Florianópolis (SC). Se você está passando por essa fase e quer entender o que faz sentido para a sua pele, minha equipe pode te orientar sobre uma avaliação.
Conteúdo educativo, que não substitui consulta presencial nem orientação do seu médico. Decisões sobre terapia hormonal são da competência do seu ginecologista. Resultados estéticos variam conforme cada caso.


